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Apartamentos menores são tendência no mercado imobiliário

Consultor Marcus Araújo apresenta demandas do mercado com base em pesquisas

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especialista em inteligência de mercado e presidente da Data Store, Marcus Araújo, revelou, em entrevista para EDIFICAR, que as metragens menores, tanto em apartamentos quanto em lotes de condomínios horizontais, representam uma grande tendência no mercado atualmente, e listou cinco motivos para isso.

O profissional apresentará na próxima segunda-feira (6), no auditório do Sindicato da Indústria da Construção Civil em João Pessoa (Sinduscon-JP), a palestra “Cenário do Mercado Imobiliário e Perspectivas para 2017”. O evento está marcado para as 18h30 e as inscrições podem ser feitas através do e-mail sinduscon@sindusconjp.com.br.

Confira a entrevista completa:

EDIFICAR – Você fala de uma tendência a apartamentos menores e redução na metragem de lotes. Essa tendência também se aplica ao nosso mercado? Quais as preferências de quem compra imóveis em João Pessoa?

MA – Essa tendência se aplica a todo o Brasil. Obviamente no sul do país é mais acentuada, pois culturalmente já optam por espaços menores muito antes de haver qualquer tendência sobre isto. Mas o que fez as pessoas optarem por metragem menores foram cinco itens: 1) a mulher trabalhando fora e ocupando fortemente as novas vagas criadas a partir de 2000; 2) famílias menores em função do item 1; 3) empregados domésticos mais caros e com mais impostos; 4) vida digital, as pessoas não se locomovem mais como antes dentro dos apartamentos ou terrenos; 5) crise financeira tirou poder aquisitivo das famílias de tal forma que, ao invés de protelar a compra do imóvel, elas preferem ter um imóvel menor que cabe no bolso. Todavia é importante citar que os compradores abrem mão de metragem, mas não abrem mão do programa imobiliário, então se queriam três suítes, continuam querendo três suítes, só que agora, um apartamento menor.

EDIFICAR – Qual a sua visão sobre o mercado imobiliário de João Pessoa?

MA – Na minha opinião, o mercado imobiliário de João Pessoa tem se mostrado revelador ao longo dos últimos anos. A principal característica que corrobora essa afirmação é que o mercado se mostrou conservador e local, não se rendendo ao “canto da sereia” das grandes parcerias imobiliárias com empresas de São Paulo ou da bolsa. Sabemos que muito disto acabou ocorrendo porque os preços praticados localmente não permitiam que grandes incorporadores de fora operassem na cidade. Mas, ao mesmo tempo, isso trouxe a possibilidade de, neste momento mais difícil da economia, os próprios empreendedores locais terem as rédeas do relacionamento com o consumidor e da regulagem de preços, sem sofrer grandes baixas de operações de fora, baixando os preços para fazer resultado ou escapar da crise.

EDIFICAR – O Nordeste deve reagir primeiro à crise do que as outras regiões?

MA – Não. A recuperação ocorrerá primeiramente no Sudeste, mais especificamente no estado de São Paulo. Isto porque, de todos os estados brasileiros afetados pela crise, São Paulo está entre os que possuem as contas mais em ordem. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo terão dificuldades. Em sequência, o Centro-Oeste deverá se recuperar primeiro em função do agronegócio ainda pujante. Aí sim, podemos falar em Nordeste, começando por Pernambuco, pois possui a economia mais em ordem. Mesmo com os reveses de Suape e da refinaria Abreu e Lima, ainda há pujança no vetor norte com a Fiat/Jeep e o polo farmacoquímico, que inclusive puxa muita oportunidade para a Paraíba e para João Pessoa. Dentre as capitais menores, como Natal, Maceió, Aracaju e João Pessoa, esta última deve prevalecer na recuperação do mercado imobiliário.

Matéria original do “Edificar”:https://revistaedificar.com.br/noticias/apartamentos-menores-sao-tendencia-no-mercado-imobiliario/

 

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