Pesquisa revela perspectivas do mercado imobiliário
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Pesquisa revela perspectivas do mercado imobiliário

Datastore constata

Pesquisa revela perspectivas do mercado imobiliário

 

O mercado de imóveis da Grande São Paulo está represado. É o que apontam estudos desenvolvidos pela Datastore, especialista em pesquisa de demanda imobiliária.

 

Segundo o presidente da empresa, Marcus Araujo, desde 2005 a Datastore acompanha frequentemente o mercado imobiliário de todo o Brasil através de pesquisas solicitadas por incorporadores, loteadores e fundos de investimento.

 

De 2008 para cá realizou na Grande São Paulo 40 pesquisas de demanda para empresas do setor, totalizando 9.617 entrevistas com pessoas de renda familiar mensal acima de R$ 3 mil até as mais altas como R$ 30 mil. Nos cinco estudos realizados em 2016 participaram 1.100 mil potenciais consumidores com renda mensal acima de R$ 4,9 mil.

 

Novo indicador

 

Araujo explica que o represamento do mercado, está relacionado à intenção de compra em 6 meses. Este é o novo indicador introduzido em 2016 nas pesquisas da Datastore.

 

“Chamamos este indicador de “ânimo do consumidor” porque notamos não só nas medições feitas na Grande São Paulo, como no restante do país, que os resultados variam muito conforme os fatos e as notícias do momento” afirma. Mesmo depois do processo de impeachment o ânimo do consumidor continua baixo”, pondera.

 

Prova disso, é que dos 27% que afirmaram ter intenção de comprar imóvel em até 24 meses, só 8% preveem fechar o negócio até dezembro deste ano. O adiamento da decisão pela maioria, analisa, é um claro sinal de falta de confiança, pois estes consumidores já estão qualificados em renda e declaram interesse real na compra a médio prazo. O reflexo no mercado é a queda de preço dos imóveis estocados em promoções que geram boas oportunidades para quem tem condições de compra imediata.

 

Outros indicadores

 

Já 38% dos consumidores em 2016 declaram ter intenção de compra em 12 meses o que indica baixa velocidade de fechamento de negócios. Este é o mesmo percentual de 2015 e o menor encontrado nas pesquisas de mercado realizadas pela empresa desde dezembro de 2008 quando o mercado imobiliário sofreu forte retração por conta da crise econômica dos EUA. Só para se ter uma idéia do quanto este índice hoje está baixo, em 2008 51% mantinham a intenção de comprar em 12 meses.

 

Araujo diz que quanto mais próxima de 75% é a intenção de compra em 12 meses, mais aquecido fica o mercado, a ponto dos imóveis valorizarem de um lançamento para outro como aconteceu em 2010 quando este indicador atingiu 66%. Significa que atualmente a valorização é mais lenta e tem efeito dominó sobre o número de investidores que vem caindo desde 2014 até os 38% atuais. O número de investidores só foi próximo a este patamar em 2008 quando atingiu 37% e oscilou entre 50% (2009) e 43% (2015)

 

A boa notícia é que embora as vendas hoje estejam lentas o mercado pode retomar rapidamente, caso os indicadores econômicos melhorem, explica Araujo. Isso porque, os atuais 27% dos consumidores com intenção de comprar em 24 meses é bem próximo dos 31% que marcou 2010, o melhor ano do mercado nestes últimos oito anos, garantindo que existe um bom contingente de interessados represados para segundo semestre de 2017 em diante.

 

Matéria original do “Canal do Executivo”: http://www2.uol.com.br/canalexecutivo/notas161/041020169.htm

 

 

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