Saiu no Broadcast da Agência Estado
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Saiu no Broadcast da Agência Estado

5 MILHÕES DE FAMÍLIAS BRASILEIRAS MANTÉM INTENÇÃO DE COMPRA EM IMÓVEIS PARA MORAR OU INVESTIR AINDA EM 24 MESES!

 

A versão exclusiva para assinantes do Broadcast da Agência Estado (Grupo Estadão), com autoria do texto por Circe Bonatelli, publicou no dia 24/04/2020, uma pesquisa exclusiva com dados levantados pela Datastore, sobre as mudanças na intenção de compra dos consumidores de imóveis pelo Brasil.

 

Outros 5 milhões adiaram a compra para 2022, e somente 2 milhões desistiram da aquisição.

 

Segue Matéria completa por Circe Bonatelli:

“São Paulo, 24/04/2020 – O baque na economia provocado pela pandemia de coronavírus fez 7,428 milhões de famílias no País optarem por adiar ou desistir da compra da casa própria, de acordo com pesquisa da consultoria Datastore divulgada em primeira mão para o Broadcast.

 

No começo de 2020, antes da crise estourar, havia 12,589 milhões de famílias com planos de comprar uma moradia em até dois anos. Já em abril, em plena crise, esse número despencou para 5,161 milhões.

 

“Essa é uma queda bombástica”, avalia o presidente da Datastore, Marcus Araújo. “Mas ainda assim, a quantidade de pessoas que seguem dispostas a comprar um imóvel pode ser considerado um número excelente, tendo em vista que estamos vivendo um cenário desconhecido, repleto de incertezas, comparável a uma guerra mundial”, pondera.

 

Das 7,428 milhões de famílias que se dispersaram, 5,035 milhões continuam interessadas na compra, mas postergaram essa decisão para daqui dois anos em diante. E outras 2,392 milhões não tem mais intenção de fazer negócio, ou seja, saíram do mercado.

 

A pesquisa da Datastore é feita por amostragem. Foram entrevistadas 300 pessoas entre 13 e 17 de abril. O levantamento procurou apenas quem tem renda familiar acima de R$ 1.500 por mês, montante considerado o mínimo necessário para se comprar um imóvel, considerando mercados no interior do País e o Minha Casa Minha Vida, segundo a consultoria.

 

Araújo observa que 59% daqueles que seguem dispostos a fazer uma compra em até dois anos estão na Região Sudeste do Brasil, onde o poder aquisitivo é mais alto. “São os consumidores menos afetados pela crise. É como o casal que tem dois carros, vai vender um deles e não deixará de pagar suas contas”, exemplifica.

 

Na Região Sudeste também estão 76% dos que postergaram a decisão de compra. São pessoas afetadas pela crise ou que esperam ser afetadas, mas que também projetam recuperação mais à frente, diz Araújo.

 

E 60% dos que desistiram da compra estão na Região Nordeste e Norte, onde boa parte da população está sofrendo o impacto imediato do desemprego e da perda de renda.

 

O presidente da Datastore avalia que as empresas do setor da construção terão que realizar campanhas que sejam capazes de recuperar o interesse pela compra do imóvel. Um apelo é a oferta de descontos para estimular os negócios. “Eu não gosto desta tática, porque gera uma perda de valor para os ativos. Mas cada um sabe onde seu calo aperta”, pontua Araújo. Outra opção é reforçar a publicidade. “As empresas deverão bombardear os consumidores com conteúdo que mostre os atrativos do empreendimento. Assim, o consumidor não perde o imóvel de vista”, explica.

 

Campanha

 

Em meio à crise, o setor de construção começou hoje uma campanha nacional de venda de imóveis com descontos de, no mínimo R$ 3 mil. Batizada de “Vem Morar”, a iniciativa terá duração de 60 dias e vai valer para imóveis de todos os padrões, desde moradias do programa Minha Casa Minha Vida até empreendimentos de alto padrão, onde os descontos poderão ser maiores.

 

A campanha foi anunciada hoje pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). A Caixa Econômica Federal também está apoiando a divulgação da promoção. A medida já havia sido antecipada pelo Broadcast em 9 de abril.

 

A intenção da campanha é dar uma injeção de ânimo aos consumidores, combinada com o pacote de incentivos anunciado há algumas semanas pela Caixa. O banco estatal concedeu seis meses de carência para o início do pagamento de novos empréstimos para aquisição da casa própria em meio à pandemia do coronavírus. Além disso, o banco decidiu antecipar recursos para obras das construtoras e paralisou por três meses o pagamento de financiamentos que já estavam em andamento, entre outras medidas.

 

Ao todo, o pacote da Caixa totaliza R$ 43 bilhões considerando a concessão de crédito novo, antecipação de recursos e pausas na amortização. Como contrapartida, as empresas de construção se comprometeram em não realizar demissões, preservando, assim, um total estimado de 1 milhão de empregados no setor.

 

“Numa campanha como esta, estamos tentando restabelecer o que tínhamos planejado. Não é um acréscimo, mas sim uma tentativa de manter o plano de vendas”, afirmou o presidente da CBIC, José Carlos Martins, referindo-se à queda abrupta das vendas após o fechamento dos estandes em muitas cidades. Martins também descartou falar em perspectivas de prazo para retomada dos lançamentos. “As coisas ainda estão muito nebulosas”

 

O presidente da Abrainc, Luiz França, defendeu a campanha de vendas como forma de dar continuidade aos negócios. “As vendas permitirão um novo ciclo de lançamentos futuramente e vão ajudar a preservar os empregos”, argumentou. “Quando acaba um ciclo de obras e um novo ciclo começa, os funcionários continuam trabalhando em novos canteiros”.